Conflito no Oriente Médio faz petróleo disparar e pressiona mercado global

A intensificação dos ataques entre Irã e Israel provocou uma forte reação nos mercados internacionais nesta quinta-feira (19), com alta expressiva nos preços do petróleo e do gás natural. O barril do tipo Brent, referência global da commodity, chegou a atingir US$ 118,20 nas primeiras horas do dia, recuando levemente depois, mas ainda mantendo patamar elevado entre US$ 113 e US$ 115.

A escalada nos preços ocorre após novos bombardeios atingirem instalações estratégicas de energia no Golfo Pérsico, ampliando o temor de interrupções no fornecimento global. A instabilidade aumentou após ofensivas envolvendo refinarias, campos de gás e estruturas essenciais para a produção de combustíveis.

Na Europa, o impacto foi imediato no mercado de gás. Na Holanda, o preço no atacado subiu cerca de 24%, alcançando o maior nível desde 2022. No Reino Unido, o avanço também foi significativo, com alta superior a 20% e valores que mais que dobraram desde o fim de fevereiro.

Entre os episódios recentes, ataques atingiram importantes estruturas energéticas na região, incluindo um grande campo de gás no Irã e instalações no Catar, considerado um dos principais exportadores de gás natural liquefeito do mundo. Outros alvos incluíram refinarias na Arábia Saudita, no Kuwait e uma unidade em Abu Dhabi, ampliando o alcance do conflito.

Os reflexos já começam a atingir outros países. No Egito, autoridades anunciaram medidas de racionamento energético diante da pressão nos preços dos combustíveis. O cenário reforça o risco de impactos mais amplos na economia global, especialmente em inflação e custos logísticos.

A tensão também se agravou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou novos ataques a instalações iranianas caso o país mantenha ofensivas contra aliados na região. Analistas avaliam que o conflito pode entrar em uma fase ainda mais sensível, com efeitos imprevisíveis sobre o abastecimento energético mundial.

O cenário de incerteza mantém os mercados em alerta, com investidores atentos a novos desdobramentos que possam pressionar ainda mais os preços das commodities e afetar economias ao redor do mundo.

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