O governo do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos nesta terça-feira (7/4) após declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de destruição de “uma civilização inteira”. A fala foi classificada por autoridades iranianas como incitação a crimes de guerra e até a um possível genocídio.
Durante sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador iraniano Amir-Saeid Iravani afirmou que o país não ficará inerte diante de ameaças e prometeu uma resposta imediata caso haja qualquer ação militar por parte de Washington. Segundo ele, o Irã exercerá seu direito de autodefesa com medidas “recíprocas e proporcionais”.
A declaração ocorre em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Teerã já havia rejeitado a exigência, classificando-a como “ilógica” e reiterando que não negocia sob pressão.
Mais cedo, Trump publicou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, acrescentando que não deseja esse desfecho, mas que ele poderia ocorrer. Em outra fala, o presidente norte-americano afirmou que o país iraniano “pode ser eliminado em uma noite” caso não haja acordo.
Segundo o governo dos EUA, o prazo para uma resposta iraniana termina às 20h desta terça-feira (horário de Brasília). O próprio Trump indicou que um ataque de grandes proporções pode acontecer caso não haja avanço diplomático, embora tenha admitido a possibilidade de mudança no cenário em caso de negociação.
O aumento da retórica acontece em paralelo a uma escalada militar na região, com Israel anunciando ataques a estruturas estratégicas iranianas, incluindo pontes e complexos petroquímicos, ampliando o risco de um conflito de maior dimensão.
Em resposta, autoridades iranianas reforçaram o discurso de resistência. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que milhões de iranianos estão dispostos a defender o país, enquanto membros da Guarda Revolucionária mencionaram capacidade de provocar destruição em larga escala.
O cenário segue indefinido, com alta tensão diplomática e militar, enquanto a comunidade internacional acompanha a possibilidade de novos desdobramentos nas próximas horas.






