Justiça torna Deolane Bezerra ré em processo por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, que passa a responder formalmente como ré em uma ação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital.

A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau e também inclui como réus Marcos Willian Herbas Camacho, seu irmão Alejandro Herbas Camacho Júnior e Everton de Souza. Com o recebimento da denúncia, os acusados terão prazo para apresentar defesa à Justiça.

A investigação é um desdobramento da chamada Operação Vérnix, que apura a utilização de uma empresa de transportes supostamente criada para movimentar recursos de origem criminosa. Segundo os investigadores, a estrutura teria sido usada para ocultar e dissimular valores ligados à facção.

Além dos réus já citados, a denúncia também alcança dois familiares de Marcola, apontados pelas autoridades como participantes das operações investigadas. Eles são considerados foragidos pela Justiça.

Em manifestações anteriores, a defesa de Deolane negou qualquer envolvimento da influenciadora com organizações criminosas e afirmou que a inocência dela será demonstrada ao longo do processo. Os advogados dos demais acusados também contestam as acusações e sustentam que não existem provas que comprovem a participação dos clientes nos fatos investigados.

O promotor responsável pelo caso, Lincoln Gakiya, declarou que a investigação identificou supostos vínculos entre a influenciadora e integrantes da família Camacho. De acordo com o Ministério Público, uma das linhas de apuração envolve movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade profissional declarada por Deolane no período analisado.

Após sua prisão, a influenciadora afirmou, durante audiência de custódia, que os fatos investigados estão relacionados à sua atuação como advogada. Segundo ela, os valores apontados pela investigação teriam origem em pagamentos de clientes atendidos profissionalmente, negando qualquer prática criminosa.

O caso segue em fase inicial de tramitação judicial. Com o recebimento da denúncia, a Justiça apenas reconhece a existência de elementos suficientes para a abertura da ação penal. A culpa ou inocência dos acusados ainda será analisada durante o andamento do processo, com apresentação de provas, depoimentos e demais etapas previstas na legislação.

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