Jogador reconheceu o uso do documento durante a pandemia e será julgado na Suíça em outubro
O meio-campista Granit Xhaka, capitão da seleção da Suíça na Copa do Mundo de 2026, admitiu ter comprado e utilizado um certificado falso de vacinação contra a Covid-19. O jogador está afastado da equipe nacional e responderá ao processo na Suíça, com julgamento previsto para outubro.
O caso é investigado pelo Ministério Público de Lucerna, que apura possíveis crimes relacionados à obtenção fraudulenta de um certificado e à falsificação de documentos.
Xhaka confirmou o episódio por meio de uma publicação em suas redes sociais. Segundo o atleta, a decisão ocorreu durante o período de vacinação contra a Covid-19, quando ele tinha dúvidas sobre os imunizantes e não se sentia seguro para receber a vacina.
O jogador afirmou que agiu em meio ao medo e à incerteza e decidiu comprar o documento, em vez de procurar informações oficiais para esclarecer as dúvidas. Anos depois, reconheceu que a escolha foi equivocada.
“Hoje, vejo claramente que essa foi a abordagem errada. Foi um erro. Peço desculpa”, declarou Xhaka.
O capitão suíço também afirmou que assume a responsabilidade pelo ocorrido e pretende colaborar com as autoridades durante a investigação e o processo judicial.
Possível punição
A legislação da Suíça prevê pena de até cinco anos de prisão para crimes relacionados à falsificação de documentos e à obtenção fraudulenta de certificados. A eventual punição, porém, depende das circunstâncias específicas do caso.
A ausência de antecedentes criminais pode ser considerada na definição da pena de Xhaka. Dessa forma, existe a possibilidade de aplicação de multa em vez de uma sentença de prisão.
O julgamento está previsto para outubro. Até a conclusão do processo, Xhaka segue afastado da seleção suíça em razão do caso envolvendo o certificado de vacinação.






