Candidato do Missão afirmou que debate de propostas ficou em segundo plano e rejeitou a estratégia de voto útil em Flávio Bolsonaro
Candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos votou na manhã deste domingo (4), em uma escola estadual na Vila Friburgo, zona sul de São Paulo. Após deixar o local de votação, ele avaliou negativamente a campanha eleitoral e classificou a disputa de 2026 como a “eleição mais estranha desde a redemocratização”.
Na análise de Renan, a discussão sobre as propostas dos candidatos teve pouco espaço durante a campanha. Ele afirmou que muitos eleitores chegaram ao dia da votação sem conhecer de forma suficiente os planos dos nomes que apareciam nas primeiras posições das pesquisas.
Para o candidato, esse cenário estaria relacionado à condução da disputa pelas principais forças políticas envolvidas na eleição.
“Ninguém discutiu nada, foi uma eleição vazia”, afirmou Renan aos jornalistas após votar.
O candidato também voltou a se manifestar contra a estratégia de voto útil em favor de Flávio Bolsonaro (PL), defendida por parte do eleitorado na reta final da campanha como forma de tentar evitar uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.
Renan afirmou que considera esse argumento equivocado, embora reconheça que ele pode influenciar a escolha de parte dos eleitores. Segundo o candidato do Missão, a justificativa mais recorrente que ouviu durante a campanha para apoiar Flávio era a intenção de derrotar Lula.
Durante a declaração, Renan também fez críticas ao adversário do PL e questionou os motivos apresentados por eleitores que defendem esse tipo de voto.
Apesar das críticas ao processo eleitoral, o candidato disse ter chegado ao fim da campanha com expectativa positiva e avaliou que sua equipe realizou um bom trabalho. Esta é a primeira vez que Renan Santos disputa a Presidência da República.
Na chapa, o candidato a vice-presidente é Coronel Medina, também filiado ao Missão.
Renan deverá acompanhar a apuração dos votos a partir das 17h, na sede do partido, em São Paulo. O acompanhamento será realizado em um evento sem acesso da imprensa.







