Governo brasileiro afirma que medidas norte-americanas violam o direito internacional e a soberania venezuelana
O Brasil condenou, nesta terça-feira, a atuação dos Estados Unidos em relação à Venezuela durante reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada em Washington. A delegação brasileira classificou a postura norte-americana como uma “afronta à soberania” e defendeu o respeito aos princípios do direito internacional.
Durante o encontro, representantes do Itamaraty destacaram que ações unilaterais, especialmente aquelas com potencial impacto militar ou de segurança, não contribuem para a estabilidade regional nem para a solução da crise política e econômica venezuelana. O governo brasileiro reforçou que divergências devem ser tratadas por meio do diálogo diplomático e de mecanismos multilaterais.
A manifestação ocorre em meio a críticas de países da região às recentes iniciativas dos Estados Unidos envolvendo a Venezuela, que, segundo o Brasil, extrapolam os limites da legalidade internacional e fragilizam o papel dos fóruns coletivos de mediação.
O Conselho Permanente da OEA foi convocado de forma extraordinária para discutir o tema após pedidos de países-membros preocupados com os desdobramentos das ações norte-americanas no Caribe e seus reflexos na América do Sul. Durante a reunião, houve posições divergentes entre os integrantes do bloco, com alguns países apoiando a postura dos EUA e outros defendendo maior cautela.
O Brasil reiterou sua posição histórica de defesa da soberania dos Estados, da não intervenção e da busca por soluções pacíficas para conflitos regionais, princípios que, segundo a diplomacia brasileira, devem nortear qualquer iniciativa no âmbito da OEA.






