Comissão autorizou acesso a dados bancários e fiscais do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após embate entre parlamentares; investigação também tramita no STF.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação ocorreu em meio a discussões acaloradas entre integrantes da base governista e da oposição, o que levou à suspensão temporária da sessão. Apesar do clima tenso, não foram registrados incidentes mais graves.
O requerimento aprovado tem como base informações sobre supostos repasses financeiros feitos por um dirigente partidário que teria recebido recursos de uma empresa mencionada nas apurações sobre descontos considerados irregulares em benefícios previdenciários. Conforme o documento, parte desses valores teria sido destinada ao contador de Fábio Luís.
O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil), já havia indicado no início do ano que a convocação do filho do presidente estaria entre as prioridades da comissão na retomada das atividades legislativas.
Paralelamente aos trabalhos no Congresso, a Polícia Federal solicitou, em janeiro de 2026, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria do inquérito que investiga possíveis fraudes relacionadas ao INSS.
Documentos que integram a apuração indicam que Fábio Luís teria recebido repasses mensais que, somados, chegariam a R$ 300 mil, provenientes de uma pessoa conhecida como “Careca do INSS”, mencionada nas investigações sobre descontos apontados como indevidos. O caso segue sob sigilo judicial.
Até o momento, não há decisão definitiva da Justiça sobre as suspeitas. As quebras de sigilo autorizadas fazem parte das medidas de investigação e não representam conclusão sobre eventual responsabilidade.






