Órgão de defesa do consumidor autuou quatro estabelecimentos na capital após identificar possíveis aumentos excessivos de preços para o MotoGP Brasil.
O Procon Goiás notificou 25 hotéis de Goiânia diante de indícios de elevação considerada excessiva nas tarifas cobradas para o período do MotoGP Brasil. A ação foi adotada após manifestações do setor hoteleiro afirmando que os valores estariam alinhados ao padrão de grandes eventos.
Do total de estabelecimentos notificados, dez apresentaram a documentação solicitada pelo órgão. Quatro acabaram autuados — um por não cumprir o prazo de resposta e três por prática de preços avaliados como abusivos. Os demais seguem sob análise e deverão detalhar a formação das tarifas, histórico de valores e critérios utilizados para definição dos pacotes comercializados.
Entre os casos analisados, foi identificado pacote de três dias anunciado por R$ 8.955. O Procon avalia se os reajustes respeitam as normas do Código de Defesa do Consumidor, que proíbe a obtenção de vantagem manifestamente excessiva. A apuração busca verificar se há justificativa plausível para os aumentos registrados.
O superintendente do órgão, Marco Palmerston, ressaltou que a realização do evento amplia a visibilidade de Goiás no cenário internacional, mas reforçou que a valorização turística deve ocorrer sem prejuízo ao consumidor. Segundo ele, práticas consideradas abusivas podem afetar a imagem do destino e comprometer futuras oportunidades.
A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Goiás informou que cerca de 3 mil leitos ainda estão disponíveis na capital para o período da competição. Uma reunião entre representantes do setor e o Procon está prevista para sexta-feira (27/02), com o objetivo de ampliar a divulgação das vagas e reforçar orientações sobre a política de preços.






