Estratégia anunciada em Washington inclui extração e venda de até 50 milhões de barris para reestruturar economicamente o país
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, detalhou nesta quarta-feira (7) a estratégia norte-americana para a Venezuela, que foi dividida em três fases após a recente operação que retirou Nicolás Maduro do poder. A primeira etapa, chamada por ele de estabilização, prevê a extração de entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano e sua venda no mercado internacional a preço de mercado. Rubio afirmou que os recursos obtidos serão controlados pelos EUA com o objetivo declarado de beneficiar a população venezuelana e não a corrupção ou o regime anterior.
Segundo o secretário, esse montante de petróleo, que estava sujeito a sanções e represado, será administrado sob supervisão norte-americana para oferecer “alavancagem” no processo de estabilização econômica do país.
A segunda fase da estratégia, denominada recuperação, tem como foco reintegrar a economia venezuelana ao mercado global de forma considerada “justa”, garantindo que empresas dos EUA, de países ocidentais e outros parceiros possam acessar o mercado desse país sul-americano. Paralelamente, Rubio mencionou a promoção de um processo de reconciliação nacional, incluindo medidas como anistia e libertação de opositores, com o objetivo de fortalecer a sociedade civil venezuelana.
A terceira etapa, segundo o secretário, será a transição, cujo desenho final ainda será delineado, mas que envolverá um processo político conduzido pelo próprio povo venezuelano, incluindo a realização de novas eleições e o estabelecimento de um governo legítimo e representativo.
A proposta vem sendo apresentada em meio a forte debate nos EUA sobre a legalidade e as implicações de uma intervenção tão direta nos assuntos venezuelanos, com críticas de que a venda e o controle de petróleo poderiam ser caracterizados como expropriação de recursos de um Estado soberano.






