Chuvas intensas derrubam árvores, causam alagamentos e deixam autoridades em alerta para possível elevação do Rio Vermelho
O avanço do período chuvoso em Goiás voltou a gerar preocupação e danos significativos. Na noite de segunda-feira, 24, um temporal com forte intensidade atingiu Rio Verde, deixando um rastro de prejuízos e mobilizando equipes de emergência. Enquanto isso, na Cidade de Goiás, o CIMEHGO emitiu sinal de alerta máximo devido ao risco de o Rio Vermelho transbordar após as precipitações registradas na região.
Em Rio Verde, o volume de chuva chegou a 59,6 mm, acompanhado de rajadas de vento de aproximadamente 91,8 km/h. O vendaval provocou alagamentos, quedas de cerca de cem árvores e interrupções em serviços essenciais. Moradores relataram dificuldade para acessar o atendimento em 14 unidades de saúde e até para acionar o 192 do Samu durante o pico da tempestade.
A prefeitura informou que equipes da Secretaria de Ação Urbana foram acionadas logo após o temporal para liberar vias bloqueadas e remover estruturas danificadas, como outdoors, postes e redes de fiação. A Equatorial foi mobilizada para restabelecer o fornecimento de energia nos pontos mais afetados.
De acordo com o município, o trabalho de recuperação segue durante todo o dia. As equipes retiram árvores, realizam limpeza de ruas, desobstruem o leito do Barrinha e removem acúmulo de sujeira no Córrego do Sapo, na Avenida Paulo Roberto Cunha. A prefeitura também tapa buracos abertos pela enxurrada e repara a estrutura metálica da rodoviária, que ficou retorcida pela força dos ventos.

Na Cidade de Goiás, o cenário é de atenção redobrada. O CIMEHGO elevou o alerta para nível laranja diante da possibilidade de o Rio Vermelho ultrapassar sua calha. Caso isso ocorra, áreas próximas podem ser rapidamente alagadas, colocando em risco moradores ribeirinhos e o patrimônio histórico do município.
O gerente do CIMEHGO, André Amorim, reforça que o momento exige cuidado. Ele orienta que a população evite trafegar nas imediações do rio e fique atenta ao comportamento das águas. Em situações de emergência, os contatos recomendados são os números 192 e 193.






