Entidade diz que ainda há cerca de 3 mil leitos disponíveis e explica que valores seguem sistema de tarifa flutuante
A rede hoteleira de Goiânia está praticando preços considerados compatíveis com períodos de grande movimentação turística durante a etapa brasileira da MotoGP Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Goiás. A competição será realizada entre 20 e 22 de março, no Autódromo Internacional de Goiânia.
De acordo com a entidade, as diárias na capital variam entre R$ 1.200 e R$ 1.600, seguindo o modelo de tarifa flutuante — sistema em que os preços são ajustados conforme a demanda. A associação informou ainda que restam aproximadamente 3 mil acomodações disponíveis para o período do evento.
O presidente da ABIH-GO, Charleston Calasans Pimentel, explicou que os valores consideram custos adicionais típicos de eventos internacionais, como reforço nas equipes, ampliação de serviços e contratação de tradutores para atender visitantes estrangeiros. Ele também destacou que as tarifas adotadas seguem parâmetros semelhantes aos praticados em outras etapas da competição, citando como referência os preços registrados na Argentina em 2025, que variaram entre 120 e 300 dólares em hotéis de três a cinco estrelas.
Para auxiliar turistas, a entidade anunciou a criação de uma central de informações via WhatsApp pelo número (62) 99838-7564.
A associação também manifestou preocupação com valores cobrados em plataformas de aluguel por temporada, onde imóveis sem vínculo com o setor hoteleiro estariam sendo ofertados por cifras elevadas.
Levantamentos indicam que, em regiões próximas ao autódromo, a maioria das hospedagens já está esgotada. Em simulações feitas para o período do evento, um apartamento no Parque Atheneu, a menos de 10 minutos da pista, foi anunciado por R$ 4.132,50 a diária, totalizando R$ 8.265 por duas noites. Fora da temporada da corrida, o mesmo imóvel costuma ser ofertado por cerca de R$ 244 por noite, diferença que representa aumento próximo de 1.600%.

Impacto econômico
Estudo do Instituto Mauro Borges aponta que a realização da MotoGP deve movimentar mais de R$ 868 milhões em Goiás. A expectativa é de geração superior a 4 mil empregos, entre vagas diretas e indiretas, beneficiando setores como hotelaria, transporte, gastronomia, comércio e entretenimento.
A organização estima público de cerca de 150 mil pessoas ao longo dos três dias, sendo 32% vindas de outros estados e 12% do exterior. A previsão é de que aproximadamente 67 mil visitantes necessitem de hospedagem, o que deve impulsionar também a ocupação em municípios vizinhos, como Aparecida de Goiânia, Anápolis e Trindade.
Além da capital, destinos turísticos tradicionais do estado devem sentir reflexos da competição, como Caldas Novas, a Chapada dos Veadeiros e a região do Rio Araguaia, que tendem a registrar aumento no fluxo de visitantes antes e depois da etapa.






