Goiás lidera ranking nacional de transparência em obras públicas, aponta relatório

Estado alcança 95,5 pontos e se destaca na divulgação de dados sobre infraestrutura

O estado de Goiás conquistou o primeiro lugar no país em transparência de obras públicas, de acordo com levantamento da Transparência Internacional – Brasil. Com 95,5 pontos em um total de 100 no Índice de Transparência e Governança Pública, o estado foi classificado no nível “ótimo”, consolidando-se como referência nacional na divulgação de informações relacionadas à infraestrutura.

O resultado evidencia uma ampla vantagem em relação a outros estados. A diferença entre Goiás e a Bahia, última colocada no ranking com 22,7 pontos, é de 72,8 pontos. Além disso, o desempenho goiano supera em 31,9 pontos a média nacional, que ficou em 63,6 pontos considerando todos os estados e o Distrito Federal. Atualmente, cerca de R$ 22 bilhões em investimentos estão sob monitoramento no estado.

Um dos principais fatores apontados para o desempenho é o Sistema de Monitoramento e Acompanhamento dos Projetos Governamentais (Gomap), que reúne informações atualizadas de aproximadamente 1.970 obras em andamento. A ferramenta amplia o acesso da população aos dados e fortalece os mecanismos de fiscalização.

O governador Daniel Vilela destacou que o resultado reflete o compromisso da gestão com a transparência e o uso responsável dos recursos públicos. Segundo ele, a disponibilização de informações permite que a população acompanhe de perto a aplicação dos investimentos.

De acordo com o relatório técnico da Transparência Internacional, Goiás se destacou por atender praticamente todos os critérios avaliados, que incluem execução orçamentária, andamento físico das obras, planejamento de contratações, identificação de responsáveis, estudos de impacto, licenciamento ambiental e participação social.

Na sequência do ranking aparecem estados como Espírito Santo (94,3 pontos), Mato Grosso (81,8), Minas Gerais (81,2), Ceará (80,6) e Rio Grande do Sul (80,3). Já entre os piores desempenhos estão, além da Bahia, Amapá (31,8), Acre (50), Piauí (50,7) e Sergipe (51,5), todos abaixo da média nacional.

O levantamento também aponta desafios comuns entre os estados brasileiros, como a baixa divulgação de relatórios de medição, ausência de identificação dos responsáveis pelas obras e limitações nos mecanismos de participação social durante o planejamento dos projetos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *