Partida pela Série B no OBA foi marcada por tumulto generalizado após o apito final e acusações graves feitas por jogador visitante
O confronto entre Vila Nova e Operário-PR, válido pela Série B do Campeonato Brasileiro, terminou com vitória do time goiano por 2 a 1 no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia. Apesar do resultado positivo para os donos da casa, o que chamou atenção foi a confusão generalizada após o apito final, envolvendo jogadores da equipe paranaense e torcedores presentes nas arquibancadas.
O episódio ganhou contornos ainda mais graves após o atacante Berto, do Operário-PR, denunciar ter sido alvo de ofensas racistas. Segundo o jogador, um torcedor teria o chamado de “macaco”, o que teria provocado revolta imediata dos atletas visitantes e contribuído para o início do tumulto à beira do gramado.
Durante a confusão, o zagueiro Jhan Torres, também do Operário-PR, arremessou uma garrafa de água em direção à arquibancada, atingindo o ex-presidente do Vila Nova, Geso de Oliveira. Em meio ao cenário de descontrole, objetos também foram lançados por torcedores, e um deles acabou atingindo o presidente do clube paranaense, Álvaro Góes, que caiu no gramado. A situação só foi contida após a intervenção da Polícia Militar, que atuou para restabelecer a ordem no estádio.
Após o ocorrido, o vice-presidente do Vila Nova se manifestou publicamente, pedindo desculpas ao dirigente do Operário-PR e ao atacante Berto. Ele afirmou que o clube irá colaborar para identificar o responsável pelas ofensas racistas e garantir que as medidas cabíveis sejam adotadas, reforçando o compromisso com o combate a esse tipo de comportamento no ambiente esportivo.






