Dono da Choquei é transferido para complexo prisional em Aparecida de Goiânia

Influenciador segue preso após negativa de habeas corpus e aguarda decisão da Justiça Federal

O influenciador Raphael Sousa, responsável pelo perfil Choquei, foi transferido nesta sexta-feira (17) para o Núcleo Especial de Custódia, localizado no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. A informação foi confirmada pela Diretoria-Geral de Polícia Penal, após a Justiça negar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Os advogados do influenciador informaram, por meio de nota, que ingressaram com um novo pedido junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em regime de plantão, solicitando a revisão da prisão. A defesa busca a expedição de alvará de soltura ou contramandado de prisão, argumentando que a manutenção da custódia é injustificável, especialmente após a realização das buscas, apreensões e do interrogatório.

Ainda segundo os advogados, não haveria fundamentação individualizada na decisão que manteve Raphael preso. A defesa sustenta que a atuação do empresário se limita à comercialização de publicidade em redes sociais, atividade que considera lícita, e afirma que continuará adotando todas as medidas legais para reverter a situação.

Raphael foi preso durante a Operação Narcofluxo, deflagrada na última quarta-feira (15), que apura a suposta utilização de perfis com grande alcance para divulgação de conteúdos relacionados ao tráfico de drogas e promoção de atividades criminosas nas redes sociais. As investigações também apontam para a existência de um esquema que teria movimentado valores elevados por meio dessas práticas.

De acordo com as autoridades, a operação tem como objetivo desarticular uma rede que utilizaria a visibilidade de influenciadores digitais para ampliar o alcance de organizações criminosas e monetizar conteúdos associados ao chamado “narcofluxo”. Raphael foi preso em Goiânia e, até então, estava detido na sede da Polícia Federal.

A defesa também argumenta que a relação do influenciador com artistas investigados, como o cantor MC Ryan SP, teria caráter exclusivamente comercial, sem qualquer vínculo com atividades ilícitas.

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