Ex-governador defende candidaturas independentes na largada e diz que articulações devem ficar para eventual segunda fase da disputa
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado afirmou que não pretende integrar uma frente unificada da direita já no primeiro turno das eleições presidenciais. Em declaração recente, ele avaliou que esse tipo de articulação antecipada favoreceria a manutenção da polarização política no país.
Segundo o pré-candidato, a formação de uma chapa única neste momento beneficiaria tanto o Partido dos Trabalhadores quanto o Partido Liberal, ao antecipar um cenário típico de segundo turno. Para ele, cada candidatura deve seguir de forma independente na fase inicial da disputa.
Caiado argumentou que não há sentido em abrir mão de projetos próprios logo no início da corrida eleitoral, destacando que diferentes partidos possuem seus candidatos e estratégias. Na visão do político, a discussão sobre alianças deve ocorrer apenas em um eventual segundo turno, quando o cenário estiver mais definido.
O ex-governador também comentou sobre possíveis composições com outros nomes, como o de Romeu Zema, mas reforçou que ainda é cedo para tratar de alianças ou definição de vice. Ele afirmou que campanhas em fase inicial precisam consolidar suas próprias bases antes de avançar em negociações mais amplas.
Esta será a segunda tentativa de Caiado de chegar à Presidência. A primeira ocorreu em 1989. Mais recentemente, ele deixou o governo estadual para disputar o Palácio do Planalto com o apoio do Partido Social Democrático, legenda presidida por Gilberto Kassab.





