Bioestimuladores de colágeno são utilizados para melhorar a firmeza, a textura e a aparência da pele dos glúteos, mas não têm a mesma função dos procedimentos voltados ao aumento de volume
A busca por glúteos mais firmes e com a pele uniforme tem levado diversas famosas a recorrerem a procedimentos estéticos. Entre as técnicas que ganharam espaço está a bioestimulação de colágeno, que deu origem ao popular termo “bumbum de colágeno”.
Virginia Fonseca, Bruna Biancardi, Sabrina Sato, Lore Improta, Giovanna Antonelli, Isabelle Nogueira, Hariany Almeida, Luiza Caldi e outras celebridades já revelaram ter realizado o procedimento.

Afinal, o que é o “bumbum de colágeno”?
Apesar do nome, o “bumbum de colágeno” não se refere a um procedimento específico, mas ao resultado obtido com a aplicação de bioestimuladores de colágeno na região dos glúteos. A proposta é estimular a produção natural de colágeno pelo organismo, contribuindo para uma pele mais firme e com melhor textura.
A médica Danuza Alves, diretora da clínica onde Virginia Fonseca realiza o tratamento, explica que a técnica possui uma finalidade diferente dos preenchimentos usados para modificar o volume dos glúteos.
“Na bioestimulação, o objetivo é estimular o próprio organismo a produzir colágeno, melhorando firmeza, textura e qualidade da pele. Já o preenchimento pode ser utilizado quando a intenção é trabalhar volume, projeção ou contorno”, explica.
Diferentemente do preenchimento, que pode produzir uma alteração mais imediata no volume da região, a bioestimulação apresenta resultados progressivos. A aparência da pele tende a melhorar ao longo do tempo, conforme o organismo produz novo colágeno.

“Não é um procedimento para sair da clínica com um bumbum maior. O objetivo é estimular o tecido para ganhar mais firmeza e melhorar gradualmente a qualidade da pele. O resultado aparece com o tempo e varia de acordo com cada paciente”, afirma Danuza.
Em alguns casos, os tratamentos podem ser combinados. Pacientes que desejam, por exemplo, melhorar simultaneamente firmeza, textura e volume podem associar diferentes procedimentos de acordo com a avaliação médica.
A dermatologista Alessandra Romiti, assessora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, destaca que a quantidade de produto e o número de sessões dependem das características de cada pessoa.
“Os bioestimuladores de colágeno são usados para o tratamento da região dos glúteos, então, principalmente o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio. Normalmente, são feitas várias sessões com uma quantidade que vai ser necessária para cada paciente.”
Segundo a especialista, o tratamento também pode contribuir para a melhora da flacidez e da aparência da celulite. Entretanto, em situações nas quais existem depressões mais profundas provocadas pela celulite, pode ser necessário combinar o bioestimulador com um produto preenchedor.
“A gente tem um ganho importante da melhora da flacidez com os bioestimuladores de uma maneira geral e no glúteo não é diferente. A flacidez melhora com os estimuladores de colágeno. Ele melhora o reposicionamento dos tecidos quando o bumbum já está mais caído. Mas a gente não consegue, com os bioestimuladores, grandes reposições volumétricas, aumentar volume. Quando tem celulite, o bioestimulador ajuda também a área da celulite, mas às vezes tem que associar algum preenchedor, caso tenha aqueles buracos muito marcados de celulite.”








