Aliados preveem prisão preventiva de Flávio Bolsonaro após descumprimento de ordem do STF

Senador teria deixado de entregar os passaportes dentro do prazo de 24 horas determinado pela Justiça. Informações sobre uma possível saída do Brasil foram divulgadas pela imprensa, mas ainda não havia confirmação de que ele estivesse na Argentina

Aliados e advogados do senador Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderá decretar sua prisão preventiva a qualquer momento. A expectativa, segundo informações divulgadas pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, está relacionada ao suposto descumprimento de uma ordem judicial para a entrega dos passaportes.

O prazo estabelecido pela determinação terminou na manhã desta terça-feira (27). Flávio teria informado aos advogados que apresentaria os documentos, mas, conforme o relato, não voltou a dar notícias durante a manhã.

Na madrugada do mesmo dia, o portal argentino Infobae publicou que o senador, derrotado na disputa pela Presidência da República, teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina. A informação indicava que ele seguiria para os Estados Unidos em um jatinho particular.

A aeronave que supostamente seria utilizada na viagem partiria de Puerto Iguazú, na Argentina, com destino aos Estados Unidos. No entanto, segundo as informações divulgadas, o avião ainda não havia decolado do aeroporto argentino até aquele momento.

A Polícia Federal (PF) informou que Flávio não havia utilizado pontos regulares de imigração brasileiros nas horas anteriores. Isso significa que, caso tenha saído do país, a travessia teria ocorrido fora dos procedimentos oficiais de controle migratório.

Diante das informações, agentes da PF entraram em contato com autoridades argentinas para verificar se o senador estava no país vizinho. Até a publicação da notícia, um porta-voz do presidente argentino Javier Milei negava que Flávio tivesse entrado em território argentino. Não havia confirmação oficial de sua localização nem de que a prisão preventiva tivesse sido decretada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *