Presidenciável fez críticas ao cenário político durante coletiva após receber alta e confirmou participação em debate em São Paulo
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o eleitor brasileiro não deve escolher um “corrupto preferido” ao comentar a crise política e institucional do país. A declaração foi feita neste domingo (13), após ele receber alta hospitalar em São Paulo.
Caiado havia sido internado na quinta-feira (10), no Hospital Vila Nova Star, inicialmente com um quadro compatível com faringite aguda. Após uma tomografia do tórax, o diagnóstico foi atualizado para pneumonia. Nas redes sociais, o político informou no sábado (12) que estava em recuperação e pretendia retomar os compromissos de campanha.
Após deixar o hospital, o presidenciável afirmou que ainda não estava totalmente recuperado e que precisaria manter o tratamento e reduzir o ritmo da agenda. Mesmo assim, confirmou que participaria de um debate marcado para esta segunda-feira (14), em São Paulo, após uma coletiva prevista para as 19h10.
Durante a entrevista, Caiado aproveitou para fazer uma avaliação do momento político brasileiro e afirmou nunca ter visto um período tão prejudicial para as instituições que comandam os Poderes da República.
Segundo o ex-governador, existe uma forte insatisfação na sociedade diante da percepção de que nenhuma das instituições estaria conseguindo representar adequadamente a população. Ele citou o caso envolvendo o Banco Master como exemplo de uma crise que, na avaliação dele, alcança diferentes setores da política e também integrantes do Judiciário, Legislativo e Executivo.
Na avaliação de Caiado, o próximo presidente deverá reunir experiência, capacidade de liderança e credibilidade para reorganizar as instituições e fortalecer a democracia.
“Este homem a ser eleito terá que ter as credenciais necessárias para que possa reordenar a democracia brasileira, resgatar a credibilidade das instituições, e não deixar que a democracia seja, a hora alguma, ameaçada”, declarou.
Críticas à polarização política
Ao abordar o chamado caso Vorcaro, Caiado também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o presidenciável, o episódio teria atingido os dois lados da polarização política brasileira.
Caiado afirmou que o caso envolve valores bilionários e usou a expressão “corrupto preferido” para defender que os eleitores analisem os acontecimentos antes de escolher seus candidatos.
“Reflitam bem: não é hora de o eleitor brasileiro ter o seu corrupto preferido, não é hora. Abra os olhos, acompanhe o que está acontecendo no Brasil”, disse.
O ex-governador também afirmou que pretende apresentar uma alternativa política capaz de enfrentar os problemas institucionais do país e pediu confiança aos eleitores.
Crise no STF
Caiado ainda relacionou o atual cenário político à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, os acontecimentos recentes na Corte acabaram desviando a atenção do debate eleitoral.
Entre os episódios citados está a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal que apontava supostas mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Ele também mencionou as decisões envolvendo o ministro André Mendonça, que determinou o afastamento da cúpula da Polícia Federal, e Flávio Dino, que posteriormente reverteu a medida. O impasse terminou com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, anulando os despachos dos dois integrantes da Corte.






