Projeto pretende integrar universidades, empresas e centros de pesquisa para transformar Goiás em referência nacional em inteligência artificial e tecnologia
O recém-lançado Distrito de Inovação e Inteligência Artificial de Goiás (DI.IA) iniciou suas atividades com a expectativa de gerar 1.406 empregos diretos e disponibilizar cerca de 1,5 mil bolsas de qualificação profissional ainda na primeira etapa de implantação do projeto. A iniciativa aposta na formação de mão de obra especializada para atender à crescente demanda do setor de tecnologia e inteligência artificial no estado.
Além da criação de postos de trabalho, o distrito prevê a oferta de cursos técnicos gratuitos, programas de residência tecnológica e parcerias com instituições de ensino e entidades de capacitação profissional. O objetivo é aproximar a formação acadêmica das necessidades reais do mercado, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de profissionais e empresas do segmento.
O projeto nasce conectado ao polo universitário do Setor Leste Universitário, em Goiânia, aproveitando a proximidade de instituições como a Universidade Federal de Goiás e a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, além de contar com a participação de entidades ligadas ao Sistema S e programas de qualificação profissional.
Entre as medidas previstas estão incentivos financeiros para estudantes, descontos em cursos da área tecnológica, capacitações gratuitas oferecidas pela rede do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, além de mentorias práticas e iniciativas voltadas ao fortalecimento de startups e novos empreendimentos de base tecnológica.
Embora o cronograma de inscrições e os critérios de seleção ainda não tenham sido divulgados, a proposta é atender desde universitários até profissionais em processo de transição de carreira, pessoas interessadas em aperfeiçoamento digital e empreendedores que desenvolvem soluções baseadas em inteligência artificial.
Durante o lançamento do projeto, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico, destacou a intenção de transformar Goiás em um polo nacional de atração de talentos e empresas do setor tecnológico.
O vice-governador Daniel Vilela também ressaltou que a formação de profissionais especializados será um dos pilares do empreendimento, especialmente diante do crescente interesse dos jovens por carreiras ligadas à tecnologia e à inteligência artificial.
O distrito contará ainda com o suporte técnico do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG, além da criação de um colégio técnico e de espaços destinados à atuação conjunta entre empresas, pesquisadores e universidades.
Segundo estimativas do governo estadual, o potencial de geração de empregos pode superar com folga os números inicialmente projetados, à medida que novas empresas e centros de pesquisa se instalarem no complexo ao longo dos próximos anos.






