Goiás tem 2º maior índice de imóveis alugados do país, aponta IBGE

Com 28,8% dos lares ocupados por inquilinos, estado fica atrás apenas do Distrito Federal e reflete alta demanda impulsionada pelo crescimento econômico

Goiás aparece como o segundo estado brasileiro com maior proporção de imóveis alugados, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo IBGE com base em informações de 2025. No estado, 28,8% das residências são ocupadas por inquilinos, índice que fica atrás apenas do Distrito Federal, onde o percentual chega a 34,5%.

O levantamento mostra ainda que Mato Grosso ocupa a terceira posição no ranking nacional, com 28,7%, seguido por São Paulo, com 28,5%. A presença de estados do Centro-Oeste entre os primeiros colocados está diretamente relacionada ao dinamismo econômico da região, especialmente impulsionado pelo agronegócio, que atrai trabalhadores de diferentes partes do país e eleva a demanda por moradia, sobretudo em imóveis para locação.

No cenário nacional, o número de domicílios alugados atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em 2016. Em 2025, o Brasil contabilizou 18,9 milhões de imóveis nessa condição, o equivalente a 23,8% dos 79,3 milhões de lares existentes. Em comparação, em 2016, essa participação era de 18,4%, evidenciando um crescimento significativo ao longo dos últimos anos.

Em sentido oposto, a proporção de imóveis próprios já quitados caiu ao menor nível da série. Atualmente, são 47,8 milhões de residências nessa condição, representando 60,2% do total. Apesar de um crescimento de 7,3% no número absoluto desde 2016, o avanço foi bem inferior ao registrado entre os imóveis alugados, que aumentaram 54,1% no mesmo período.

Os imóveis próprios ainda em fase de pagamento também registraram crescimento e somam 5,4 milhões de unidades, o que corresponde a 6,8% do total de domicílios. Considerando as duas categorias — quitados e financiados —, a parcela de moradias próprias chega a 67%, o menor índice desde o início da série histórica.

Segundo análise do IBGE, o aumento da renda nos últimos anos não foi suficiente para ampliar de forma significativa o acesso à casa própria. Com isso, muitas pessoas que passam a morar sozinhas ou constituem família acabam optando pelo aluguel, diante das dificuldades para adquirir um imóvel.

Em termos populacionais, cerca de 48,7 milhões de brasileiros viviam em residências alugadas em 2025, o que representa 22,9% da população. Já aqueles que moram em imóveis próprios quitados somam 129,8 milhões de pessoas, equivalente a 61% dos habitantes do país — também o menor percentual da série.

O avanço do aluguel ocorre em um momento em que o governo federal busca ampliar políticas habitacionais. Recentemente, foi anunciado um aporte de R$ 20 bilhões para programas como o Minha Casa, Minha Vida, além da expansão de iniciativas voltadas à reforma de moradias, em uma tentativa de facilitar o acesso à habitação no país.

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