Levantamento mostra que 68% dos entrevistados são favoráveis à proposta que reduz a jornada de trabalho e amplia o período de descanso semanal
Uma pesquisa divulgada pelo instituto Genial/Quaest indica que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e descansa apenas um. De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados apoiam a mudança, enquanto 27% se posicionam contra e 5% não souberam ou preferiram não opinar.
O estudo também revela que o tema tem despertado grande interesse entre a população. Segundo os dados, 43% afirmaram acompanhar atentamente as discussões sobre a proposta. Outros 29% disseram ter ouvido falar no assunto, mas sem acompanhar em detalhes. Já 27% declararam não estar acompanhando o debate, e 1% não respondeu.
Apoio é majoritário em diferentes grupos políticos
A pesquisa mostra que a proposta conta com respaldo em praticamente todos os segmentos políticos analisados, embora em intensidades distintas.
Entre os entrevistados identificados como integrantes da chamada esquerda não lulista, o apoio chega a 88%, com apenas 7% contrários. Entre os eleitores independentes, 70% defendem o fim da escala 6×1, enquanto 16% se posicionam contra.
No grupo dos bolsonaristas, as opiniões aparecem mais divididas. Nesse segmento, 44% apoiam a proposta, ao passo que 42% são contrários.
Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, com 2.004 entrevistas em todo o país com pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Proposta avança no Congresso
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 já está em tramitação na Câmara dos Deputados. Após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a matéria passou para análise de uma comissão especial.
O parecer está sob responsabilidade do deputado federal Leo Prates, do Republicanos da Bahia. A expectativa é de que o relatório seja apreciado pelo colegiado no próximo dia 27 de maio.
Se aprovada nessa etapa, a PEC seguirá para votação no plenário da Câmara. Em seguida, o texto ainda precisará ser analisado pelo Senado Federal antes de poder entrar em vigor.






