Ação do Ibama identifica extração ilegal de ouro, embarga mais de 50 hectares e apreende maquinário usado na atividade
Uma operação de fiscalização ambiental realizada pelo Ibama nos dias 17 e 18 de abril, no município de Goiás, resultou na desarticulação de um esquema de garimpo ilegal de ouro na zona rural da região. A ação ocorreu após denúncias e contou com o apoio da Polícia Federal e da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Durante a vistoria, os agentes flagraram a exploração irregular às margens do Rio Vermelho. Com a chegada das equipes, os responsáveis pela atividade fugiram e não foram localizados. Ainda assim, o dono da propriedade foi identificado e autuado, sendo responsabilizado pelas irregularidades encontradas na área.
Ao todo, foram identificados dois pontos de extração ilegal associados à retirada de vegetação nativa. O Ibama aplicou cinco autos de infração que somam R$ 179.720, além de determinar o embargo de 52,072 hectares degradados. Entre as infrações constatadas estão lavra ilegal, destruição de Área de Preservação Permanente (APP), danos à Reserva Legal e desmatamento fora de áreas autorizadas.
As equipes também apreenderam equipamentos utilizados no garimpo, como duas retroescavadeiras, três motores com bombas d’água e um caminhão. Como não havia possibilidade de remoção imediata de parte do material, os motores foram destruídos no local para impedir a continuidade da atividade criminosa.
O proprietário da área deverá responder nas esferas administrativa, civil e criminal, sendo obrigado a reparar integralmente os danos causados ao meio ambiente. As investigações seguem sob responsabilidade do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que buscam identificar outros envolvidos no esquema.
Paralelamente, será instaurado um procedimento para avaliar os impactos ambientais provocados pela atividade ilegal, com apoio de projetos de pesquisa voltados à biodiversidade da região do Araguaia. Dependendo da extensão dos danos identificados, novas sanções poderão ser aplicadas, com multas que podem chegar a valores significativamente mais altos.
Segundo o órgão ambiental, ações desse tipo seguem sendo intensificadas com o uso de monitoramento por satélite e operações em campo, com foco na repressão à mineração ilegal e na preservação dos recursos naturais.









