Presidente diz ter conseguido aporte de R$ 6 milhões para regularizar pagamentos e critica carta divulgada pelos jogadores; dirigente afirma que agora espera o acesso à Série A
O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, afirmou que o clube conseguiu regularizar cerca de 90% das pendências financeiras com os jogadores após obter um aporte de R$ 6 milhões. Em entrevista à Rádio BandNews, o dirigente também criticou a decisão do elenco de divulgar uma carta aberta sobre os atrasos e declarou que os atletas terão responsabilidade ainda maior na reta final da Série B.
A manifestação ocorre depois que os jogadores anunciaram a suspensão das entrevistas à imprensa até que os compromissos financeiros e trabalhistas fossem regularizados. Na ocasião, o grupo relatou atrasos nos salários, nos direitos de imagem, nos depósitos do FGTS e em benefícios referentes a anos anteriores.
Adson afirmou que a entrada de recursos permitiu quitar a maior parte dos débitos, mas reconheceu que ainda existem compromissos a serem resolvidos. O dirigente também citou dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube, incluindo a perda de um patrocinador máster e valores que o Atlético-GO ainda tem a receber de outras equipes.
“O Atlético pagou mais de R$ 6 milhões, fizemos um aporte e graças a Deus temos muita credibilidade no mercado. É muito difícil conseguir isso da noite para o dia, nós perdemos o principal patrocinador máster, que era mais de R$ 8 milhões para receber. Ainda temos mais de R$ 16 milhões para receber de clubes que não me pagaram”, declarou.
Presidente critica posicionamento dos jogadores
Apesar de reconhecer a existência dos atrasos, Adson demonstrou insatisfação com a exposição pública da situação pelo elenco. Para o dirigente, a divulgação da carta aberta prejudicou a imagem da instituição e também teve consequências negativas para os próprios atletas.
“Quando se joga o nome de uma instituição de maneira negativa à público como os jogadores fizeram, foi de maneira infeliz. Soltaram para o Brasil e o mundo e deram um tiro no pé, ficou ruim para eles mesmos, pois difamaram a instituição que trabalham”, afirmou.
O presidente também disse ter se sentido traído pela atitude dos jogadores, mas garantiu que pretende continuar à frente das negociações para solucionar os débitos restantes.
Adson declarou que trabalha com um planejamento financeiro para concluir a regularização até o fim do ano. Segundo ele, há recursos a receber que poderão ajudar a cumprir os compromissos ainda pendentes.
“Estou com planejamento e tenho condições totais de resolver isso até final do ano, mesmo porque tenho dinheiro para receber. Não quero mais deixar o clube ser exposto assim”, disse.
Adson cobra acesso à Série A
Além de comentar a situação financeira, o dirigente direcionou a cobrança para o desempenho esportivo do Atlético-GO. Na avaliação de Adson, a regularização dos pagamentos deve reforçar o compromisso do elenco com a busca por uma vaga na primeira divisão.
O presidente afirmou que espera contar com a confiança dos jogadores e ressaltou que o clube pretende cumprir os compromissos assumidos caso as metas estabelecidas sejam alcançadas.
“Quero ter confiança deles e eles têm que colocar o Atlético na Série A. Lá vão ganhar muito dinheiro, já que gostam de dinheiro, se atingirem a meta é justo e vamos cumprir os compromissos”, declarou.
Dragão enfrenta o Novorizontino na reta final da Série B
Com a maior parte dos débitos regularizada, o Atlético-GO volta as atenções para o confronto contra o Novorizontino, marcado para sábado (24), às 16h30, no estádio Antônio Accioly, em Goiânia.
O time rubro-negro ocupa a sexta colocação da Série B, com 54 pontos, e precisa vencer para fortalecer sua posição no grupo de acesso à Série A. O adversário paulista aparece na segunda posição, com 61 pontos, e também busca um resultado positivo para seguir na disputa pela liderança.
A partida é considerada importante para as pretensões do Dragão na reta decisiva da competição, enquanto a diretoria tenta encerrar as pendências financeiras e manter o foco da equipe na busca pelo acesso.







