Procedimento combina preenchimento com ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno para aumentar a projeção, corrigir assimetrias e melhorar a qualidade da pele
A busca por mudanças no formato e no volume dos glúteos tem impulsionado a procura pela harmonização da região, procedimento estético que combina diferentes técnicas para remodelar o contorno corporal. Popularizada entre celebridades e cada vez mais comentada nas redes sociais, a abordagem utiliza principalmente ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno.
O tratamento pode proporcionar maior projeção, corrigir assimetrias, suavizar irregularidades e melhorar a firmeza da pele. Segundo levantamento do Jornal Opção, um protocolo completo pode custar entre R$ 10 mil e R$ 40 mil, dependendo da quantidade de produto utilizada.
Em entrevista ao veículo, o dermatologista Alessandro Louza Alarcão explicou que sua técnica associa ácido hialurônico de alto G-prime, que possui partículas maiores e absorção mais lenta, à hidroxiapatita de cálcio, substância utilizada para estimular a produção de colágeno. De acordo com o especialista, o preenchimento pode durar aproximadamente dois anos.
A aplicação é realizada em pontos estratégicos, incluindo estruturas de sustentação dos glúteos. A combinação dos produtos busca aumentar a projeção, melhorar o contorno e reduzir a dobra localizada na parte inferior da região. O ácido polilático também pode ser utilizado como bioestimulador, conforme as características de cada paciente.
Procedimento busca resultados naturais
Além do aumento de volume, a harmonização pode ser utilizada para corrigir alterações anatômicas, como o hip-dip, nome dado à concavidade lateral dos quadris. Também pode ajudar a suavizar celulites e outras irregularidades na superfície da pele.
Segundo Alarcão, o planejamento deve considerar fatores como altura, proporção entre cintura e quadril e formato natural do corpo. O especialista ressalta que a tendência atual é buscar resultados mais discretos, evitando volumes exagerados que comprometam a aparência natural.
O médico também observa que pessoas que perderam gordura corporal, inclusive após o uso de medicamentos para emagrecimento, podem precisar de quantidades maiores de produto para recuperar o volume da região.
Nos casos de celulite, uma técnica chamada subcisão pode ser associada ao preenchimento e aos bioestimuladores. O procedimento busca liberar estruturas responsáveis por puxar a pele para baixo, contribuindo para uma superfície mais uniforme.
Riscos e contraindicações exigem avaliação
Apesar dos resultados estéticos, o dermatologista alerta que a harmonização de glúteos não está livre de complicações. Entre os riscos estão infecções, alterações graves provocadas pela aplicação intravascular do produto e até necrose dos tecidos.
Por esse motivo, o especialista recomenda que o procedimento seja realizado por profissionais qualificados, preferencialmente com título da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Também é necessário verificar se os materiais utilizados possuem autorização dos órgãos sanitários competentes.
Pacientes com doenças autoimunes precisam passar por avaliação específica, principalmente quando a condição está ativa. Quem já recebeu preenchedores definitivos também pode ter restrições ao uso de ácido hialurônico e hidroxiapatita de cálcio.
O médico ainda chama atenção para o PMMA (polimetilmetacrilato), substância que possui restrições de uso em procedimentos estéticos. A indicação e a aplicação de qualquer material devem considerar os riscos e as condições individuais do paciente.
Efeito pode durar até dois anos
O resultado do preenchimento com ácido hialurônico aparece imediatamente após a aplicação. Já os bioestimuladores precisam de mais tempo para agir: segundo Alarcão, o estímulo à produção de colágeno começa após aproximadamente 21 dias, enquanto o resultado final pode ser observado em até três meses.
A duração varia de acordo com o metabolismo, o uso de hormônios e a qualidade dos produtos, mas costuma ficar entre um e dois anos. O dermatologista afirma que realiza aplicações complementares a cada oito meses em alguns pacientes.
A manutenção da atividade física, especialmente exercícios voltados ao fortalecimento e ao ganho de massa muscular dos glúteos, também é recomendada pelo especialista para contribuir com o resultado.






