Flávio Bolsonaro afirma que será preso se retornar ao Brasil

Em entrevista ao jornal The New York Times, senador disse acreditar que as investigações contra ele terminarão em prisão. Parlamentar está nos Estados Unidos após deixar o país na semana passada

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou acreditar que será preso caso retorne ao Brasil. A declaração foi feita em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, publicada nesta quinta-feira (5). Ao comentar as investigações que enfrenta, o parlamentar declarou: “Eu já sei que o resultado final será minha prisão”.

Flávio deixou o Brasil em 27 de outubro, acompanhado da esposa e das filhas, e viajou para os Estados Unidos. Segundo ele, a decisão foi motivada pelo receio de enfrentar o mesmo destino do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador reafirmou sua inocência e acusou o Judiciário brasileiro de agir por motivações políticas. Ele sustenta que as investigações têm caráter persecutório e desrespeitam o devido processo legal.

Senador nega ajuda para deixar o país

Durante a entrevista, Flávio afirmou que organizou a própria viagem e negou ter recebido auxílio de autoridades ou governos estrangeiros. “Foi tudo obra minha”, declarou ao jornal. Também afirmou que levará para o túmulo os detalhes de como deixou o território brasileiro.

A versão, porém, contrasta com informações divulgadas anteriormente pelo próprio New York Times, segundo as quais um funcionário do governo de Donald Trump e uma pessoa próxima à família Bolsonaro teriam ajudado a viabilizar a aeronave utilizada no deslocamento da Argentina para os Estados Unidos.

Situação judicial

Flávio é investigado, mas, conforme informações divulgadas na entrevista, ainda não responde a uma acusação formal na Justiça relacionada aos procedimentos mencionados. A situação poderá ter novos desdobramentos após o fim de seu mandato no Senado, quando deixará de contar com a imunidade parlamentar.

Mesmo fora do Brasil, o senador afirmou que não abandonou suas ambições políticas. Questionado sobre uma possível volta ao país, disse que retornaria caso fossem convocadas novas eleições e que disputaria a Presidência da República.

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