Valor ainda mantido nas plataformas chega a R$ 1,453 bilhão e está dividido entre contas associadas a 28,65 milhões de CPFs
Apostadores têm até as 23h59 desta segunda-feira (5) para retirar cerca de R$ 1,453 bilhão que ainda permanece em contas de plataformas de apostas que serão desativadas. De acordo com o governo, o montante está distribuído entre cadastros vinculados a 28,65 milhões de CPFs.
A orientação é que os usuários façam o pedido de saque até o fim do período de funcionamento dos sites e aplicativos afetados pela medida.
Desde 26 de setembro, quando aproximadamente R$ 2,1 bilhões estavam depositados nessas plataformas, os apostadores já retiraram R$ 652,6 milhões.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as empresas movimentavam mais de R$ 600 milhões diariamente antes da edição da medida provisória que determinou a suspensão das bets atingidas. Segundo ele, esse fluxo foi praticamente interrompido após a decisão.
Quem não conseguir sacar o valor até esta segunda-feira não perderá automaticamente o dinheiro. Nos dias 7 e 8 de outubro, as empresas deverão encaminhar aos bancos informações sobre os valores restantes nas contas dos usuários.
A previsão é de que a devolução dos recursos ocorra entre 9 e 14 de outubro. Caso o pagamento não seja efetuado dentro desse prazo, os valores serão encaminhados à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por restituí-los aos respectivos titulares.
Durante a fiscalização, foram identificadas ainda 48 contas com saldo superior a R$ 500 mil. O Ministério da Fazenda informou que essas situações serão examinadas individualmente e poderão ser encaminhadas para investigação caso sejam encontrados indícios de irregularidades.
Entre 25 de setembro e 1º de outubro, mais 10.435 sites considerados ilegais foram encaminhados à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para bloqueio. Segundo o Ministério da Justiça, cerca de 78 mil endereços eletrônicos já haviam sido retirados do ar anteriormente.
A atuação do governo também passou a alcançar empresas responsáveis pelas plataformas de apostas e instituições envolvidas no processamento dos pagamentos. Contas associadas a operações classificadas como ilegais poderão ser bloqueadas e, depois dos procedimentos previstos na legislação, valores relacionados a atividades irregulares poderão ser destinados à segurança pública.
Além disso, foram criadas novas estruturas dentro da Secretaria Nacional do Consumidor e da Polícia Federal para reforçar a fiscalização sobre apostas clandestinas, possíveis operações de lavagem de dinheiro e suspeitas de manipulação de resultados esportivos.







