Simulador do TSE permite treinar votação para as Eleições 2026; veja a ordem dos votos

Eleitor fará seis escolhas na urna no primeiro turno, incluindo dois candidatos ao Senado; ferramenta gratuita permite praticar antes da votação

Quem quiser se familiarizar com a urna eletrônica antes do primeiro turno das Eleições 2026 pode utilizar o simulador disponibilizado gratuitamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ferramenta reproduz o processo de votação com nomes, partidos e números fictícios e permite ao eleitor praticar quantas vezes desejar.

Neste domingo (4), serão seis votos na urna: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. O simulador também possibilita testar funções como as teclas “Corrige” e “Branco”.

Qual será a ordem dos votos?

A sequência apresentada pela urna eletrônica no primeiro turno será esta:

  1. Deputado federal — 4 dígitos
  2. Deputado estadual ou distrital — 5 dígitos
  3. Senador, primeira vaga — 3 dígitos
  4. Senador, segunda vaga — 3 dígitos
  5. Governador — 2 dígitos
  6. Presidente da República — 2 dígitos

Como haverá duas vagas em disputa para o Senado em 2026, o eleitor precisará escolher dois candidatos diferentes. A repetição do mesmo número nas duas etapas fará com que o segundo voto seja anulado.

Outra novidade da urna será a exibição de uma barra de progresso na parte superior da tela. O recurso mostrará os cargos que já foram votados e aqueles que ainda estarão pendentes.

Urna tem recursos de acessibilidade

A Justiça Eleitoral oferece diferentes recursos para facilitar a participação de pessoas com deficiência. Eleitores com deficiência visual podem solicitar aos mesários o uso do sistema de áudio da urna, disponível por meio de fones descartáveis fornecidos no local de votação.

A urna também possui teclado em Braille e uma marca de referência na tecla 5, recurso que auxilia na localização das demais teclas.

Para eleitores surdos ou com deficiência auditiva, há ainda um intérprete de Libras exibido na parte inferior da tela durante a votação. Os recursos podem ser solicitados no próprio dia da eleição, mesmo que a necessidade não tenha sido comunicada antecipadamente.

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida também podem contar com o auxílio de um acompanhante escolhido por elas. Caso a presidência da mesa entenda que a ajuda é indispensável, o acompanhante poderá entrar na cabine e até digitar os números na urna.

Nessa situação, o acompanhante deverá se identificar e não poderá atuar em nome da Justiça Eleitoral, de partido político, federação ou coligação.

Eleitores com deficiência visual também têm assegurado o direito de permanecer na seção eleitoral acompanhados de cão-guia durante a votação.

Pode levar uma colinha?

Sim. A própria Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma anotação em papel com os números dos candidatos para facilitar o preenchimento da urna.

Como serão seis escolhas, a orientação é organizar os números na mesma sequência em que os cargos aparecem na tela.

O celular, no entanto, não pode ser levado para a cabine. Aparelhos como telefones, câmeras e filmadoras, além de outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir o voto, deverão ser desligados e deixados no local indicado pelos mesários antes da votação.

Por isso, quem pretende consultar uma “cola” durante o voto precisa levá-la impressa ou anotada em papel, e não armazenada apenas no celular.

O que levar para votar?

O eleitor deverá apresentar um documento oficial com foto. Entre as opções aceitas estão carteira de identidade, identidade social, passaporte, certificado de reservista, carteira de trabalho física e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Também poderão ser utilizados documentos oficiais digitais, conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

O e-Título poderá servir como identificação quando estiver acompanhado da fotografia do eleitor. O aplicativo também permite consultar informações como zona, seção e local de votação.

Mesmo nos casos em que o documento esteja disponível pelo celular, o aparelho deverá ser deixado em local determinado pelos mesários antes de o eleitor entrar na cabine.

E se a biometria não funcionar?

A biometria será utilizada nas seções eleitorais durante as Eleições 2026. Porém, uma eventual falha no reconhecimento da impressão digital não impede automaticamente o exercício do voto.

Nesses casos, a Justiça Eleitoral prevê procedimentos adicionais para confirmar a identidade do eleitor. Pessoas que ainda não possuem biometria cadastrada também podem votar, desde que estejam regularmente aptas a participar da eleição.

A que horas começa a votação?

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado neste domingo (4). As seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h, seguindo o horário de Brasília, em todo o território nacional.

Quem estiver na fila quando chegar às 17h não perderá o direito de votar. Nessa situação, serão distribuídas senhas para garantir o atendimento dos eleitores que já estiverem aguardando.

Antes de sair de casa, também é possível consultar o local de votação pelo e-Título ou pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

Treine antes de domingo

O simulador oficial pode ser acessado gratuitamente pela internet. Para começar, o usuário deve selecionar o tipo de eleição e o turno correspondente.

Os nomes, partidos e números apresentados na ferramenta são fictícios. O objetivo é permitir que o eleitor pratique a sequência da votação e se familiarize com o funcionamento da urna, e não consultar candidatos que estarão na disputa.

O treinamento pode ser repetido quantas vezes forem necessárias antes do dia da eleição.

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