Entidade fará análise completa após o fim do Mundial para decidir se manterá as interrupções, enquanto aprova outras medidas que reduziram o tempo de paralisação das partidas
A Fifa informou que irá reavaliar a adoção das pausas obrigatórias para hidratação implementadas durante a Copa do Mundo de 2026. Embora as interrupções tenham sido introduzidas para atender às condições climáticas e ampliar a segurança dos atletas, a medida dividiu opiniões por alterar o ritmo dos jogos e aumentar o tempo destinado à exposição de patrocinadores nas transmissões.
O tema foi debatido durante a apresentação do balanço técnico da competição, elaborado pelo Grupo de Estudos Técnicos (TSG). No entanto, o diretor de desenvolvimento do futebol da Fifa, Arsène Wenger, afirmou que a entidade só fará uma avaliação definitiva após o encerramento do torneio. Segundo ele, ainda não há indícios de que as pausas tenham influenciado os resultados das partidas, embora reconheça que a necessidade da medida variou conforme as condições de cada estádio.
Enquanto a discussão sobre as interrupções segue em aberto, outras mudanças nas regras receberam avaliação positiva. Entre elas estão os novos limites de tempo para cobranças de tiros de meta e laterais, substituições e atendimentos médicos. De acordo com a Fifa, essas alterações reduziram significativamente o tempo perdido durante as partidas e contribuíram para diminuir a chamada “cera”.
O relatório também apontou mudanças no comportamento das seleções. As equipes passaram a adotar com maior frequência linhas defensivas mais recuadas, favorecendo contra-ataques rápidos e aumentando o número de gols marcados em finalizações de longa distância. Espanha, Argentina e França foram destacadas como exemplos de seleções que aproveitaram esse modelo de jogo ao longo da competição.






