Com 99% dos votos apurados, o Likud segue à frente, mas os blocos políticos não alcançam os 61 assentos necessários para controlar o Parlamento; partidos árabes superam as expectativas
A apuração das eleições parlamentares de Israel, realizadas na terça-feira (27), aponta que o partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mantém a liderança, mas não deve conquistar sozinho uma maioria no Parlamento. Com 99% dos votos contabilizados, o cenário ainda não garante a nenhum dos principais blocos políticos os 61 assentos necessários para controlar o Knesset.
Na segunda posição aparece o grupo oposicionista liderado pelo general Gadi Eisenkot. Já os partidos árabes registraram desempenho acima das projeções iniciais, resultado que pode influenciar as negociações para a formação do próximo governo.
Diante da possibilidade de uma aproximação entre as forças de oposição para impedir a continuidade de seu governo, Netanyahu passou a questionar a votação. O premiê alegou que o crescimento dos partidos árabes teria sido impulsionado, em parte, por fraude eleitoral.
Representantes árabes rejeitaram as acusações e criticaram a postura do primeiro-ministro, classificando suas declarações como uma forma de incitação.
Como funciona o Parlamento israelense
O Knesset, Parlamento de Israel, possui 120 cadeiras. Para obter maioria parlamentar, um partido ou bloco precisa conquistar pelo menos 61 assentos.
As vagas são distribuídas de acordo com o desempenho das legendas nas urnas. Para participar dessa divisão, cada partido deve alcançar o mínimo de 3,25% dos votos válidos.
As siglas que não atingem a cláusula de barreira ficam fora da distribuição das cadeiras, e seus votos não são considerados no cálculo final da composição parlamentar.
A ausência de uma maioria definida torna necessárias negociações entre os partidos para estabelecer alianças e viabilizar a formação do próximo governo israelense.







